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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Como cuidar da pele através da alimentação

O verão já chegou. Com ele aumenta a frequência da população nas praias e nos clubes, cada vez mais expostos ao sol e seus raios ultravioletas (UV). Já conhecemos os efeitos danosos dos raios UV, entre eles o câncer de pele que tem sido tão falado. Mas o que poucos sabem é que a alimentação pode nos trazer uma proteção contra esse efeito danoso. Não só retardando um possível câncer de pele, como também evitando o envelhecimento precoce ocasionado pela exposição excessiva da pele ao sol (raios UV).

A pele, como qualquer outro tecido, precisa receber nutrientes em quantidade adequada. Porém é muito mais beneficiada dos antioxidantes que consumimos. Mas por quê isso acontece? Os antioxidantes possuem a capacidade de diminuir o efeito lesivo dos radicais livres (substâncias que agridem a célula e o tecido) que são produzidos quando o tecido encontra-se sobre algum tipo de estresse. Assim, substâncias como os carotenoides, os polifenóis, a vitamina C e a vitamina E, além de alguns fitoterápicos, são compostos importantes para manter a saúde da pele que está sempre exposta ao sol, pois são capazes de sequestrar os radicais livres (que causam danos celulares). Vamos conhecer melhor cada uma dessas substâncias?

Carotenoides: presente em alimentos como cenoura, mamão, melancia e tomate. Porém, para aumentar a sua disponibilidade, é importante que esteja associado à uma fonte lipídica (azeite de oliva, por exemplo). Isso porque trata-se de compostos lipossolúveis e são absorvidos da mesma maneira que os lipídios da dieta. Os carotenoides compreende os seguintes grupos: betacaroteno, bixina, capsantina, capsorrubina, criptoxantina, crocina, licopenona, luteína, violaxantina, zeaxantina. E tem as seguintes fontes alimentares: manga, urucum, pimenta vermelha, milho, páprica, açafrão e gema do ovo.Vitamina E: é uma vitamina de que dificulta o ataque dos radicais livres às estruturas celulares, inibindo assim os danos oxidativos. Trata-se de uma vitamina bastante utilizada na prevenção de envelhecimento precoce por exposição ao sol. As fontes de vitamina E são: óleos vegetais, nozes, castanhas, folhas verde-escuras, semente de girassol, ovos, manteiga, fígado e outros.Vitamina C: a exposição ao sol desestrutura as fibras de colágeno, e esta é uma vitamina importante, inclusive, para a formação do colágeno, que dá estrutura e firmeza à pele. Além disso, a vitamina C auxilia na captação de Ferro e por ser um composto antioxidante, contribui para diminuir os processos oxidativos do nosso organismo. As frutas com maior teor de vitamina C são o camu camu, acerola, laranja, mamão, goiaba e outras.Flavonoides: além de atuar como antioxidantes, ainda possuem ação anticarcinogênica, quimioprotetora e anti-inflamatória. São alimentos ricos em flavonóides: cacau; chá verde; romã e outros.Ômega 3: após a exposição prolongada ao sol, o ômega é um importante coadjuvante na alimentação para aliviar sintomas como eritema, edema e calor, tendo em vista que a sua ação é anti-inflamatória e ele atuaria amenizando estes sintomas.  Fontes: linhaça, chia e peixe (cavalinha, arenque, salmão, atum e sardinha – são alguns).

E então, pronta para encarar o verão, melhorar a sua alimentação e ainda por cima proteger a sua pele? Mas antes de colocar o biquini, o protetor solar, pegar a canga e ir para a praia ou para o clube, lembre-se que o acompanhamento de um profissional capacitado (NUTRICIONISTA) é MUITO importante. Somente este profissional poderá dizer o que é melhor para você.

Bom Verão a Todos!

Fonte:  ANutricionista.Com - Francis Moura Santos - CRN5 3243/P - Nutricionista em Salvador.

PUJOL, Ana Paula. Nutrição aplicada á estética. Rubio: Rio de Janeiro, 2011.Importante: As informações fornecidas não são individualizadas, portanto, um nutricionista deve ser consultado antes de se iniciar uma dieta. O artigo acima expressa a opinião do autor e pode NÃO refletir a opinião do site ANutricionista.

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A nutrição no cicloturismo

Você pode estar se perguntando, o que é o cicloturismo? Quem respondeu que é mais uma modalidade de esporte, acertou! Mas diferente de outras categorias dentro do ciclismo, esta é uma modalidade não competitiva e que se diferencia do ciclismo recreativo no aspecto das distâncias, tendo em vista que as distâncias são grandes e o tempo envolvido é muito maior.

A busca das pessoas por práticas esportivas que unem aventura e a possibilidade de estar em contato com o meio ambiente, tem aumentado e o cicloturismo une o prazer de pedalar com o turismo. Pode ser desde uma tarde de passeio pela cidade ou uma viagem a uma determinada região que pode durar meses ou anos. É um esporte que pode ser praticado em grupos ou sozinho e em qualquer “piso” (o tipo de terreno: barro, asfalto, etc.), área (urbana, rural, montanhas), estação do ano e clima. Pode ser uma viagem realizada com toda uma estrutura de apoio ou sem apoio nenhum, apenas as estruturas da cidade por onde o ciclista passa. A bicicleta usada pode ser das mais modernas, leve e com amortecedores, ou mais simples, com o mínimo de conforto. Sendo importante ressaltar que é preciso ter os itens básicos de segurança (capacete, luzes sinalizadoras, retrovisores, roupas confortáveis e específicas).

Porém, por se tratar de uma atividade de alto risco, é necessário ter um bom condicionamento físico, já que durante a viagem os ciclistas passam por locais desabitados, florestas e cordilheiras, a depender do ritmo de viagem. Por isso é importante que o percurso seja escolhido com antecedência, necessitando de um planejamento mínimo para que a viagem seja agradável e a fim evitar surpresas desagradáveis. Para isso é necessário ter informações sobre o trajeto, estar fisicamente preparado, ter equipamentos adequados e seguir uma BOA ALIMENTAÇÃO.

O gasto energético de um ciclista que pratica  cicloturismo é bastante variável, sendo difícil estabelecer uma necessidade energética com precisão. Variáveis como a posição do vento (contra ou a favor), o peso da bicicleta, a velocidade média, a distância percorrida, o clima e o relevo, influenciam diretamente no gasto energético do ciclista. Segundo Rigatto (2008) a sensação do ciclista é de estar em constante déficit energético.

A alimentação do ciclista durante o percurso não tem restrições e tudo vai depender do planejamento da viagem. Durante a viagem podem se consumidos alimentos normais, com disponibilidade até de parar e realizar uma refeição completa, mas isso vai depender se há tempo para descansar e realizar uma boa digestão. Um cuidado importante é com a higiene dos alimentos, pois um alimento mal higienizado pode colocar toda a viagem a perder.

No planejamento da viagem deve-se procurar saber qual a capacidade do ciclista para levar alimentos e água? E como o peso da bicicleta é importante, e a capacidade dos “bagageiros” geralmente é pequena, os alimentos selecionados devem  ser leves. Nessas viagens alimentos como o leite em pó, alimentos enterais, barrinhas de cereal ou de proteína, frutas secas, granola, aveia, pão, biscoito, mel, macarrão e sopas desidratadas, atum, sardinha, nozes, castanhas, são as melhores opções.

A principal fonte de energia dos ciclistas são os carboidratos, que devem ser simples e compostos, e que são encontrados nas barras energéticas, mas há também os carboidratos em gel que são altamente energéticos e de rápida absorção, além de práticos. O consumo do carboidrato em gel deve ser estabelecido durante os treinos, onde o mesmo deve ser TESTADO. Outra boa opção de fonte energética, mais barata, são os sachês de mel. Por ser muito doce e provocar uma sensação de sede, os carboidratos devem ser ingeridos com água.

A hidratação do ciclista também é muito importante. Não é somente a intensidade do exercício que influencia no nível de hidratação, a temperatura e umidade também devem ser avaliadas, evitando-se, inclusive, pedalar em horários muito quente. Junto com a água é importante oferecer ao ciclista algo salgado, procurando assim repor os eletrólitos perdidos com o suor. Se houver disponibilidade, também é importante o consumo de bebidas esportivas ou repositores hidroeletrolíticos. No caso de pedaladas em lugares frios é importante alertar o ciclista para que se hidrate sempre que possível, pois apesar de não haver a sensação de perda de água, a desidratação pode sim acontecer.

Diante do exposto, o cicloturismo é uma forma de viajar usando a bicicleta, unindo o prazer do turismo com o gosto de pedalar, mas é preciso planejar muito bem a viagem e tomar bastante cuidado com a alimentação, pois um refeição inadequada, ou a falta desta, pode colocar toda a viagem a perder. Sendo assim, é importante que os profissionais de saúde conheçam não somente as particularidades dessa modalidade, como auxiliem na elaboração do plano de viagem (ou planejamento), fazendo levantamentos de informações importantes, no caso do nutricionista, os locais para o ciclista se alimentar. Mas lembre-se, dias de viagem requer uma alimentação adequada em energia, e sendo assim, é importante o acompanhamento de um nutricionista.

Fonte:  ANutricionista.Com - Francis Moura Santos - CRN5 3243/P - Nutricionista em Salvador.

RIGATTO, Cristiano. Minha experiência com o cicloturismo. In: HIRSCHBRUCH, Márcia Daskal; CARVALHO, Juliana Ribeiro de. Nutrição Esportiva: uma visão prática. 2. ed. São Paulo: Manole, 2008.
ROLDAN, Thierry Roland Roldan. Cicloturismo: planejamento e treinamento. Monografia. Campinas, 2000.Importante: As informações fornecidas não são individualizadas, portanto, um nutricionista deve ser consultado antes de se iniciar uma dieta. O artigo acima expressa a opinião do autor e pode NÃO refletir a opinião do site ANutricionista.

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